Uma mostra interativa

Casa Cor 2017 promove interação a partir do design

por: Pâmilla Vilas Boas

Uma plataforma de conteúdo na qual arquitetura, design, decoração, gastronomia, eventos culturais acontecem, se modificam e interagem com os espaços. Este é o objetivo da Casa Cor Minas que, em sua vigésima terceira edição, vem explorando ainda mais o design como ferramenta de inovação, na maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas.  Este ano o evento aconteceu entre os dias 12 de agosto e 17 de setembro e ocupou o prédio histórico do Conjunto Arquitetônico da Praça da Estação, região marcada pela efervescência urbana, cultural, política e gastronômica. Localizado na rua Sapucaí, número 383, no Bairro Floresta, em Belo Horizonte, o prédio funcionou como sede da extinta Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA  e possui três pavimentos, porão, sótão e jardins.

O diretor-executivo da Casa Cor Minas Gerais, Eduardo Faleiro, explica que a proposta inicial da Casa Cor era direcionada apenas a interiores e decoração. A ideia foi se expandindo até se transformar em um evento mais abrangente como esta edição, que foi uma das maiores já realizadas em Minas Gerais. “Queremos ser uma plataforma de conteúdo”, afirma Faleiro.

Um bom exemplo desse novo momento é que, ao invés de apenas montar uma cozinha decorada, linda e funcional, a proposta foi convidar um chef para promover, todas as noites, um jantar ao vivo. “Começa a deixar o evento mais dinâmico”, destaca. Tudo isso para que as pessoas possam ter uma imersão sensorial do design dentro da Casa Cor, com a possibilidade de experimentar e vivenciar o design em seu dia-a-dia.  “Quando criamos uma cozinha com um chef cozinhando no local, as pessoas puderam experimentar, de uma forma natural e viva, como o design vai impactar a vida delas. Isso é muito rico porque, muitas vezes, não temos essa dimensão e a visita à Casa Cor passa a ser uma imersão muito sensorial no design”, completa Fábio Gomide, assessor de comunicação da Casa Cor Minas.

O projeto Cozinha Inusitada da CASACOR Minas 2017 contou com uma programação semanal de intervenções
gastronômicas para aguçar o paladar, olfato, visão e tato do público.

 

Para dar espaço ao design gráfico na mostra, a CASACOR Minas se juntou à Greco Design, para propor ocupações em alguns halls do casarão da rua Sapucaí.

A programação deste ano incluiu eventos de gastronomia, shows, espetáculos, arte, saúde e bem estar. Outra novidade é que os jardins foram abertos à visitação, permitindo o acesso gratuito do público em alguns momentos do evento.  “A Casa Cor vem com um propósito não apenas de voltar o olhar para o local, mas também o de somar forças para o restauro do prédio e chamar a atenção para a região enquanto um corredor cultural”, destaca Gomide.

Foco no essencial
Este ano a mostra recebeu o tema “Essencial”.  Para Faleiro essa temática traduz um pouco do momento econômico que enfrentamos, em que é preciso se questionar cotidianamente sobre o que é essencial no design e em nossas vidas. “É um pouco do que o minimalismo traz como conceito, mas de forma mais poética e bonita. O fato de estar num imóvel histórico talvez mostre isso de maneira mais clara, porque não é possível maquiar demais os ambientes, fazer grandes intervenções, a ambientação teve a ver com o essencial, que traz a praticidade, a dinâmica e a valorização do que você realmente precisa”, relata.

 

Conversa sobre mobilidade urbana no espaço GUAJA SAPUCAÍ com os convidados Roberto Andrés, Matheus Silveira e Eveline Trevisan. Foto: Luiza Ananias

 

A programação deste ano inclui eventos de gastronomia, shows, espetáculos, arte, saúde e bem estar.

 

Redação do site Natália Dornellas vira espaço dentro da CASACOR Minas onde o público pôde ver de perto o funcionamento da redação jornalística do portal.

 

Projeto Varanda Casa Cor que oferece aos domingos, até o dia 17 de setembro, uma intensa programação para ocupar a rua Sapucaí.

 

A gastronomia foi destaque no evento.

 

Um dos 11 pratos servidos durante à Mostra.

A CASACOR Minas também contou com atrações musicais durante o evento.

Uma outra novidade desta edição foi o GUAJA, primeiro café-coworking do Brasil, que ocupou um grande galpão, de 420m², localizado no último andar do edifício. O espaço abrigou a programação cultural da Mostra e também foi um espaço de trabalho e experiências colaborativas, como o “Casa Cor e conversas”, uma programação de palestras e debates, além de eventos culturais, como shows, espetáculos teatrais e de dança etc.

Para Eduardo os eventos possuem importante função estratégica. Muitas parcerias e novos negócios surgem nesse momento, que mistura entretenimento, informação, relacionamento e divulgação. “É muito diferente você entrar numa Mostra para ver algo inspirador e belo e depois ir embora. A proposta é que as pessoas permaneçam aqui e isso é uma coisa que temos realizado a cada dia”, ressalta.

Por fim, houve ainda uma grande instalação de design gráfico no imóvel, realizada por Gustavo Grecco e uma equipe de designers. “O que queremos fazer este ano, com o design, é justamente o encontro e essa troca, essa renovação. O design é fundamental para pensar a cidade e tem um papel essencial em todos os sentidos, seja qual for o tipo”, completa o diretor-executivo.